Congresso na Escola da AGU termina com Nancy Andrighi defendendo Justiça mais humana

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Publicado : 10/05/2019 - Alterado : 17/05/2019

A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nancy Andrighi disse nesta sexta-feira (10) que os avanços tecnológicos nas atividades judiciárias são bem-vindos, mas não devem representar nenhum tipo de perda no que classificou como "humanização" das decisões proferidas pela Justiça brasileira. Antes de discursar no encerramento do VI Congresso de Direito Processual – Projeto Mulheres no Processo, realizado na Escola da AGU, a ministra recebeu uma placa em sua homenagem das mãos do advogado-geral da União, André Mendonça.

Segundo a ministra, é dever dos juízes e operadores do Direito manter o "olhar humanizado" para cada processo. Sem deixar de reconhecer os avanços que o advento da tecnologia trouxe à agilidade e gestão dos processos, Nancy afirmou que os magistrados não podem se esquecer que "por detrás dos bits" de cada processo eletrônico há mulheres e homens que "aguardam a sentença para poder seguir em frente com suas vidas"

“A inteligência artificial deve servir para a organização dos trabalhos internos e administrativos do gabinete. Especialmente a inteligência artificial serve para administrar o acervo de processos. Caberá aos imigrantes digitais alertar os nativos digitais que não podemos nos distrair diante da força inexorável do advento da era digital e de suas facilidades, porque o trabalho de sentenciar envolve sentimento. Aliás, ele é a origem da própria palavra sentenciar", disse.

Antes do ato de encerramento, houve uma mesa redonda sobre tribunais superiores e sua função pública na administração da Justiça, do qual participaram as ministras do STJ, Assusette Magalhães, do Tribunal Superior do Trabalho, Cristina Peduzzi, e a secretária-geral de contencioso da AGU, Izabel Vinchon. O debate ocorreu em torno da elaboração de precedentes qualificados e soluções por parte das diversas Cortes para a redução do alto número de processos, em especial com o julgamento de causas repetitivas.

O congresso foi organizado pelo Instituto Brasileiro de Direito Processual (IBDP). A representante do Projeto Mulheres no Processo do instituto, Rita Dias Nolasco, fez um discurso ressaltando a trajetória da ministra Nancy Andrighi.

Já o advogado-geral da União afirmou que o evento ficará marcado na história da Escola da AGU e da própria instituição. "Eu queria agradecer por este momento e a honra de estar aqui com a senhora e participar desses dois dias de debates intensos, com muita razão, mas com muito mais coração. A senhora traz um reconhecimento para a própria Advocacia-Geral da União, e ao mesmo tempo que a senhora é homenageada, nós somos os congratulados", disse.

Clique aqui e confira a galeria de fotos do evento.

Para ver a abertura do evento, clique aqui. O encerramento está disponível neste link.


 
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Fotos: Renato Menezes/AscomAGU