TEORIA E FERRAMENTAS DO PROJETO DE NEGOCIAÇÃO DA UNIVERSIDADE DE HARVARD

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Publicado : 11/05/2018 - Atualizado às : 16:12:36

A Escola da Advocacia-Geral da União DA 4ª Região promoveu o curso Teoria e Ferramentas do Projeto de Negociação da Universidade de Harvard.

 

O encontro ocorreu nos dias 8, 9 e 10 de maio, das 9h às 18h, com um total de 24horas de aula, no Auditório da Escola da Advocacia da União, situado à rua Mostardeiro, 483, em Porto Alegre.

 

O curso foi fundamentado no Projeto de Negociação da Universidade de Havard, desenvolvida pelo Professor Roger Fischer e seu grupo de pesquisadores, possibilitando aos seus participantes aplicar os conhecimentos ao amplo espectro de negociações enfrentados corriqueiramente, tanto no âmbito interno, quanto externo das organizações.

 

O workshop teve como objetivos: Aumentar a percepção dos participantes sobre o tema negociação; Oferecer algumas “regras práticas” para negociação; Incrementar as habilidades dos participantes; Descobrir formas de neutralizar táticas quando alguém tenta aplica-las e Aprender com a experiência dos outros e continuar aprendendo.

 

Um dos direitos fundamentais que a Constituição da República assegura é o acesso à Justiça. Do ponto de vista da efetividade, tal tem se revelado de difícil implementação, em função da sobrecarga de processos no poder Judiciário e, por conseguinte, a morosidade na solução desses conflitos. A difusão de técnicas de negociação, com o arcabouço teórico e as ferramentas disponibilizadas no evento em tela, surge como alternativa eficaz para que se implemente o sistema de multiportas, presente a realidade de tramitação, no âmbito do Poder Judiciário, de mais de 109 milhões de processos (dados do Conselho Nacional de Justiça: 2016). Na mesma toada, a negociação pode ser utilizada para resolver litígios na esfera da Administração Pública, inclusive e especialmente quanto às matérias previdenciárias e tributárias, no âmbito do chamado contencioso administrativo.

 

            O professor Pablo Laurino, que conduziu brilhantemente o curso, comentou que “o que estivemos fazendo aqui na AGU foi oferecer um modelo, uma forma de fazer as coisas mais simples nessas interações que estamos fazendo o tempo todo no âmbito humano”.

 

             O Diretor-Executivo da CMI, empresa contratada para ministrar o curso, Dr. Henry Krause, ao falar sobre a aceitação das técnicas de negociação na Advocacia Pública afirmou, ao final do evento, que “a aceitação já é um estágio foi quase ultrapassado... perguntei às pessoas se elas estão se dando conta que elas serão protagonistas nessa grande transformação que está acontecendo e que vai impactar a sociedade como um todo. Essa consciência é muito importante.  Eu diria que a aceitação já aconteceu”.  

 

            Sobre a importância da negociação na advocacia pública a Advogada da União e Coordenadora da Central Local da Procuradoria da União/PR Dra. Lucélia Biaobock, comentou que “Na solução do litígio pela via judicial, você está limitado pelo que a lei diz e aos termos do pedido que for apresentado ao juiz. Muitas vezes é muito menos do que o problema exige. Outras vezes é a visão que apenas uma parte tem do problema. Quando as partes autocompõem, podem ter todas as faces desse problema e alcançar uma solução bem mais completa e muito mais estável”.

 

 

A diretora da Escola da AGU na 4ª Região, a Advogada da União, Dra. Márcia Uggeri Maraschin falou sobre a receptividade do curso pelos colegas advogados públicos. Afirmou: “estamos trabalhando, também, com os colegas na questão da capacitação de técnicas a serem empregadas na aplicação dos métodos autocompositivos. Isso é muito importante, pois devemos sair de trabalhar só com a intuição para trabalharmos com um marco teórico, no que concerne à matéria. Estamos conseguindo isso, estamos tendo muita receptividade dos colegas”.

 

            O Dr. Carlos Augusto Peixoto Reis, Procurador Chefe da Divisão de Assuntos Fiscais da PRFN4, ponderou que “o curso trouxe-nos instrumentos e ferramentas que nos mostrou a “magia” de construir consensos e chegar a soluções de problemas, que hoje, em nossa realidade, podemos levar cinco a seis anos e com as estratégias e técnicas aprendidas neste curso, este tempo pode ser reduzido a dois ou três meses, contribuindo para o Estado Brasileiro buscar soluções rápidas, efetivas e que tragam bem ao nosso país”.

 

            Participaram do curso 35 pessoas, que o avaliaram como excelente.


 
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