AGU fica mais perto de conseguir extradição de acusado de intermediar propina

Imprimir: AGU fica mais perto de conseguir extradição de acusado de intermediar propina Compartilhamento: AGU fica mais perto de conseguir extradição de acusado de intermediar propina AGU fica mais perto de conseguir extradição de acusado de intermediar propina AGU fica mais perto de conseguir extradição de acusado de intermediar propina AGU fica mais perto de conseguir extradição de acusado de intermediar propina
Publicado : 16/04/2018 - Atualizado às : 14:48:31

Foto: mre.gov.br
Foto: mre.gov.br

A Advocacia-Geral da União (AGU) obteve na Justiça Portuguesa mais um avanço no processo de extradição de Raul Schmidt, acusado de pagar propinas a ex-diretores da Petrobras. O Supremo Tribunal de Justiça de Portugal indeferiu recurso para que fosse revista a decisão de sua extradição para o Brasil, assegurada pela AGU.

A determinação transitou em julgado em 9 de janeiro de 2018, tendo o Tribunal de Relação de Lisboa determinado a emissão de mandado de detenção para a entrega de Schmidt às autoridades brasileiras.

Uma vez detido, o extraditando interpôs recurso extraordinário de revisão, argumentando que havia obtido a qualidade de português nato no curso do processo de extradição, tendo em vista nova legislação que estendeu a qualidade de cidadão português nato aos netos de portugueses. O recurso ainda solicitou que lhe fosse concedido o direito de aguardar o julgamento da peça em liberdade, pedido que inicialmente foi acolhido.

Na última quinta-feira (12/4), contudo, o Supremo Tribunal de Justiça de Portugal julgou o pedido improcedente e autorizou a continuidade do processo de extradição de Schmidt. Paralelamente, outro avanço obtido na execução do processo foi o deferimento de recurso expedido pelo Ministério Público de Portugal contra decisão do Tribunal de Relação de Lisboa que havia suspendido o andamento da extradição. Ainda cabe, no entanto, recurso para o Tribunal Constitucional português.

Lava Jato

Raul Schmidt é investigado pela atuação como operador financeiro no pagamento de propinas aos ex-diretores da Petrobras Renato de Souza Duque, Nestor Cerveró e Jorge Luiz Zelada, todos envolvidos no esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa investigado pela operação Lava Jato.

Além disso, Schmidt também aparece como preposto de empresas na obtenção de contratos de exploração de plataformas da Petrobras.

Luiz Flávio Assis Moura


 
« Notícia anterior
 
Próxima notícia »