Lívio Oliveira é o novo imortal na Academia Norte-Rio-Grandense de Letras

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Publicado : 17/03/2017 - Alterado : 28/03/2017

A Academia Norte Rio-Grandense de Letras empossou seu novo imortal, o escritor, poeta e procurador federal natalense e membro da Comissão Executiva da Escola da AGU no RN Lívio Oliveira, na última sexta-feira 10, em solenidade liderada pelo presidente da instituição Diógenes da Cunha Lima na sede da Academia e prestigiada por seus membros e advogados públicos federais, colegas de Lívio, associado da Anafe (Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais). Lívio passará a ocupar a Cadeira nº 15, que conta com o médico e político Pedro Velho como patrono e com o ex-presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Francisco Fausto Paula de Medeiros, falecido em julho de 2016, como último herdeiro.

 

Com 80 anos completados no último novembro, a Academia Norte Rio-Grandense de Letras recebeu Lívio em uma celebração regada à música de coral e muitos festejos. Diante das boas-vindas, o escritor se disse ciente do tamanho da responsabilidade que surge com a honraria.

 

“É uma cadeira que foi ocupada por membros como Pedro Velho, Sebastião Fernandes, Eloy de Souza, Humberto Peregrino, e Francisco Fausto – grande nome que nos deixou no ano passado e que faço sempre questão de lembrar; ele foi ex-presidente do TST, um dos grandes nomes da Justiça do Trabalho no Brasil e foi um grande memorialista. Eu me sinto muito honrado de ocupar esse lugar e sei que a responsabilidade é muito grande”, disse Lívio, em entrevista concedida ao Agora Jornal.

 

Após oficialmente tomar posse na instituição literária, Lívio Oliveira se tornou seu membro mais jovem. Ele acredita que, com a sucessão de gerações, a tendência é que haja uma transição dentro da Academia, respeitando os princípios e tradições que se encontram em sua fundação. “Como agora sou o mais jovem da Academia, percebo que há uma transição – preocupada em manter uma tradição –, isso é muito bom porque a gente precisa continuar valorizando e resgatando nossos escritores e os grandes nomes que Academia Norte-Rio-Grandense de Letras teve e tem atualmente.

 

Nos moldes da Academia Francesa (e da Brasileira, por tabela), a instituição potiguar possui 40 cadeiras de puro talento literário potiguar. Para Lívio, que considera que a Academia pode sempre ser melhorada, a sua importância é gigantesca.

 

“É um espaço interessante que pode ser cada vez mais aperfeiçoado em termos de destinação para a sociedade de seus valores e princípios; da importância da cultura da literatura para formação dos jovens e para confirmação dos mais experimentados. Para uma terra como o Rio Grande do Norte é especial a valorização de uma entidade como esta. Apesar de seus 80 anos, ela ainda é jovem em comparação às outras instituições”, explicou o poeta e escritor que explicou também qual será seu papel como mais novo membro imortal. “Temos que cada vez mais fortalecer a Academia e contribuir com este aperfeiçoamento e modernização dela – estamos no século 21 e temos novas tecnologias para nos ajudar. Precisamos associar a tradição à essa modernidade e eu estou ingressando na Academia para justamente cumprir este papel e colaborar com isso”.

 

Autor de obras como “O Colecionador de Horas” (2002); “Telha Crua” (2004); “Bibliotecas Vivas do Rio Grande do Norte” (ensaios – 2005); “Pena Mínima” (2007); “Dança em Seda Nua” (2009), “Teorema da Feira” (2012) e “Resma” (2014), o escritor polivalente promete mais publicações para o futuro. Atualmente, ele admite, as ideias estão engavetadas. “Tenho livros para publicar; livros de crônicas e artigos, outro de poemas incompletos ainda. Tenho também um livro de entrevistas que fiz com escritores”, contou Lívio, que em 2004 foi premiado em primeiro lugar nos dois concursos de poesia mais concorridos no Rio Grande do Norte: Othoniel Menezes – Funcarte/Natal e Luís Carlos Guimarães – FJA/RN.

 

Imortal potiguar na Academia Brasileira de Letras

 

Além de Lívio, outro escritor potiguar se tornou imortal literário na última semana. João Almino, natural de Mossoró, herdou a Cadeira 22 de Ivo Pitanguy na Academia Brasileira de Letras. Muito embora não esteja familiarizado a fundo com a obra de Almino, Lívio Oliveira acredita que a posse do diplomata, que se junta ao também potiguar Murilo Melo Filho, na entidade nacional, é “um acontecimento fantástico”.

 

“Agora são dois nomes na Academia Nacional: Murilo e João Almino. Apesar de não conhecer sua obra profundamente, João me parece ser um nome de muita qualidade. Ele é um diplomata e um escritor que realmente que pode contribuir com a Academia”, avaliou Lívio, que destacou que a Academia Norte-Rio-Grandense precisa buscar uma aproximação com a Brasileira por meio de seus representantes potiguares. “A gente precisa se aproximar. Nossa academia do Rio Grande do Norte precisa se aproximar desse novo acadêmico por várias razões – principalmente para mostrar que aqui temos valores de real importância nacional”, concluiu.

 

Por Boni Neto

Fonte: agorarn.com.br


 
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